Folha: Unifesp desperdiça R$ 1,2 milhão com aluguéis

Folha de São Paulo – folha.com

O Ministério Público Federal deu prazo de 20 dias úteis para que a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) explique um suposto desperdício de dinheiro público superior a R$ 1,2 milhão, informa reportagem de Laura Capriglione publicada na edição desta segunda-feira da Folha e disponível na íntegra para assinantes do jornal e do UOL.

A Controladoria-Geral da União (CGU) constatou que 12 imóveis alugados pela Unifesp para fins educacionais na Vila Clementino (zona sul de SP), onde fica o principal campus da instituição, ficaram grandes períodos com pouco ou nenhum uso.

Também há casos em que o imóvel é alugado pela Unifesp, mas é utilizado pela SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina). A entidade privada é mantenedora do Hospital São Paulo –usado como campo de ensino da Unifesp.

A instituição diz que trabalha para resolver as irregularidades e que, dos 71 imóveis alugados até 2008, 10 foram devolvidos, 4 estão sendo entregues e 5 estão sob análise. A situação dos demais, afirma, é regular.

Em 2004, a Unifesp tinha 1.300 alunos e cursos concentrados na área médica. Hoje, são 6.300 estudantes em cinco campi. Na última semana, os estudantes iniciaram greve por melhora na infraestrutura.

Veja reportagem na integra:

Unifesp desperdiça R$ 1,2 mi com aluguéis

Ministério Público Federal quer que a universidade explique irregularidades encontradas na locação de 12 imóveis

Controladoria Geral da União constatou que há prédios sem uso na Vila Clementino, onde fica o campus principal

Entrada de prédio na r.Borges Lagoa alugado em junho de 2007 para abrigar Departamento de Dermatologia da Unifesp

LAURA CAPRIGLIONE
DE SÃO PAULO

O Ministério Público Federal deu prazo de 20 dias úteis para que a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) explique desperdício de dinheiro público superior a R$ 1,2 milhão.
O valor é fruto de irregularidades constatadas em aluguéis de 12 imóveis localizados na Vila Clementino (zona sul de SP), onde fica o principal campus da instituição.
A CGU (Controladoria Geral da União) constatou a existência de imóveis alugados que, em vez de serem usados pela Unifesp para fins de ensino, pesquisa e extensão, permaneceram (ou permanecem) grandes períodos sem uso ou com uso muito abaixo da sua capacidade.

Também há casos em que o imóvel é alugado pela Unifesp, mas é utilizado pela SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina). A entidade privada é mantenedora do Hospital São Paulo -usado como campo de ensino da Unifesp.

Os problemas foram constatados em 2008 e alguns chegaram a 2010, mas até agora a Unifesp não apresentou os responsáveis. A Reitoria afirma que “todos os problemas estão sendo apurados.
Há casos incríveis, como o de um prédio na rua Borges Lagoa, nº 504 e 508, alugado em 15 de junho de 2007 para ser usado pelo Departamento de Dermatologia.
O imóvel até chegou a ser parcialmente ocupado em novembro de 2008, mas em condições tão precárias que foi necessário desocupá-lo para a realização de adaptações (como a instalação de rede hidráulica conforme determinação da Anvisa).
O resultado é que até semana passada, 41 meses depois que o prédio foi alugado, a Dermatologia ainda não usava o imóvel, apesar de cadeiras, computadores, salas de cirurgia e demais equipamentos já estarem instalados. Custo mensal do desperdício em valores atualizados: R$ 32.513,77.
Há muito mais: o prédio na rua Borges Lagoa, nº 219, foi alugado em 25 de maio de 2006 por R$ 11 mil. Em princípio, a locação visava à ampliação da área do Departamento de Otorrinolaringologia. Mas, uma vez alugado, o imóvel nunca foi ocupado. Foi devolvido em 15 de novembro de 2007 sem uso -18 meses de desperdício.
O imóvel da rua Francisco de Castro, nº 44, foi alugado em 21 de março de 2005 para a TV Unifesp. Até o início de 2009, quando a TV foi fechada, permaneceu desocupado. Em vez de devolvê-lo ao dono, a universidade o emprestou para o Diretório Central de Estudantes. Por fim, o imóvel foi devolvido em juízo em 26 de agosto de 2009 (o dono se negava a recebê-lo).


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5 responses to this post.

  1. Posted by Victor on novembro 24, 2010 at 4:31 am

    Aos grevistas:

    Sei que a mais provável de todas as respostas a esta mensagem que vocês podem me dar é pedindo que os alunos anti-greve se juntem às discussões para que possa haver um discuro aberto sobre aquilo é melhor para os estudantes, mas quero lhes dizer que tudo isso é muito bonito e idealizador na teoria, mas na prática não é assim que funciona, porque quem é contra a greve desde o início é contra justamente porque não está nem um pouco interessado em participar de assembleias que discutem sempre a mesma coisa sem nada mudar, manifestações em que os estudantes são agredidos moral e fisicamente, justamente porque eles não tem cabeça e nem saco para isso, só estão dedicados em estudar e terminar aquilo que eles tem para fazer, o que pode ser visto sim como uma atitude egoísta, mas que não prejudica ninguém! Portanto não adianta vocês dizerem que é diferente porque não é, quem é contra fica em casa, não tem tempo nem dinheiro pra isso, pronto e acabou, por mais mobilizações que haja! Eu gostaria de aconselhá-los que se vocês estão decididos mesmo a continuar nisso até que VOCÊS mudem de ideia, porque nós não mudaremos, seria melhor que não fossem realizadas votações pra decidir o término da greve, uma vez que o resultado é óbvio demais: a continuidade da greve frente a uma minoria ínfima aos que são contra , pq a verdadeira massa fica em casa ( totalmente frustrada ). Quem vota são os grevistas, a favor é claro, consenso absoluto! Agora será que a lógica de todas as suas revindicações : justiça, a qual é almejada por todos nós, é a mesma usada nessas votações, essa minoria frente ao número total de alunos representa realmente a vontade geral dos estudantes? Ou a dos manipuladores da greve? Inclusive dos horarios das assembleias adequados para quem tem tempo de ficar o dia inteiro atrás disso e pode ir embora a hora que quiser! Sinceramente , eu não pretendo julgar ninguém, mas tenho uma curiosidade enorme: o que vocês, grevistas pretendem com a continuação disso tudo? Sim porque pelo que sei vocês já gastaram todo o repertório de eventos possíveis, vocês já foram até o reitor, o reitor já veio até vocês em meio a infinitas assembleias que discutem sempre a mesma coisa, com conquistas sim, não negamos, mas que agora nao conseguirá mais nada! Pelo que vocês ainda brigam e se revoltam? Por um prédio que leva no mínimo um ano e meio para ser construído ( sem contar que será no lugar de um galpão que nem demolido ainda foi ), o qual, na concepção de vocês, deveria estar pronto em março? Pela compra legal de ônibus que demora meses pra se concretizar mas que deveria ser de um dia para o outro? Pelo bandejão, que todos concordamos, tem muito o que melhorar, mas que até para diminuir o preço tem que primeiro findar o contrato com a atual empresa terceirizada e também leva tempo, quanto mais para reformar! Mesmo para mudar os estatutos da Unifesp e por o jubilamento para 8 anos leva tempo! Tudo isso leva tempo, tempo e dinheiro, quanto mais os do governo que estão intimamente ligados! Não façam da greve uma política do cobertor curto, em que nos prejudicamos aqui para nos beneficiarmos ali, sinceramente, não vale mais a pena! Vocês podem até continuar incansáveis nisso tudo, mas eles não se moverão mais, é isso e acabou! O que mais ele deve assinar, os documentos não foram elaborados por vocês próprios? Veja não é uma questão de estar se conformando com as roubalheiras do reitor, com o fato de ele gastar indevidamente, mas de sermos um pouquinho mais realistas! Concordamos com os absurdos, mas até tudo se ajeitar a gente fica sem aula? Fala sério! Um processo de roubo de bananas pode durar anos, quanto mais o de roubo de um reitor de universidade federal! Vamos nos lembrar que estamos no Brasil! Se desde o começo já houve tantas divergências quanto a legitimidade da pauta da greve, será mesmo que ela é de comum acordo, ou não é estratégia de determinados veteranos de atrasar os cronogramas para usufruirem das regalias conquistadas, sim, porque eles já que teoricamente grande número iria deixar a faculdade este ano, é até ingênuo pensar que eles estariam lutando tanto para que apenas os outros, os novatos ufufruíssem do que poderá ser conquistado com tudo isso! Agora, depois de uma graduação, o que se leva para casa é o prédio em que se estudou ou é o conhecimento, a experiência, o diploma é claro ( oficialização de tudo aquilo pelo que se lutou ) adquiridos? A vida de uma pessoa é muito além do tempo em que se passa numa faculdade, toda a luta , todo o desgaste, diante disso valem de tudo a pena?! Não se mudo tudo, nunca, quanto mais os estudantes, ainda mais de uma hora para outra! Vão ter que os estudantes, estressados de tanta perda de tempo se reunirem e irem às salas para finalmente ter aula, que é pra isso que estamos lá? Chega de tudo isso, é hora de consciência, responsabilidade!

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  2. Posted by Victor on novembro 24, 2010 at 3:11 pm

    Só para complementar tudo o que eu disse, a única conquista de nível imediato no momento possível é dar início às providências de longo prazo, e isto já está sendo feito! Se formos ficar de greve até tudo ficar pronto, compensa mais prestrar vestibular de novo aí quem sabe depois eu peço transferência pra unifesp quando eu já estiver no doutorado!

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  3. Posted by Marina on novembro 24, 2010 at 5:50 pm

    Acho que temos de passar a reinvidicar melhorias exercendo o nosso maior direito e dever: estudando.

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  4. […] Posted novembro 22, 2010 by comandodegreveunifesp in Imprensa. 4 Comentários […]

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